❝ Hoje eu acordei gostando muito mais de mim. Não vou correr uma maratona por quem não dá a volta no quarteirão por mim. Preguiça, sei lá. Tô com preguiça de amar sozinha, preguiça de esperar sentada até dormir. Tô com preguiça do seu desleixo, e do teu esquecimento de mentirinha. E se me peguei pensando em você por descuido, esqueço. Não atrapalha meu dia de sol. Tiro umas férias, desligo o celular. Hoje eu acordei com aquela preguiça, sabe? Preguiça de amar você.
❝ Hoje eu vi o Pedro, acho que nós paramos de nos falar. Ele sempre para de falar comigo e eu nunca sei o motivo. Eu vi ele de longe, mas não senti nada com a sua presença, nem arrepio, nem frio na barriga, nada. Ele passou pra lá e pra cá, mas em uma distancia que não era muito possível me ver, depois me sentei um pouco mais perto, onde com certeza, dava para o Pedro me ver. Passou centenas de vezes na minha frente e chegou a sentar do meu lado pra conversar com um colega. Eu senti vontade de gritar o nome dele e perguntar se ele não me conhecia mais, mas me contive ali, sentada naquele bando ao lado de uma companhia agradável e fingi que não via ele hora nenhuma, cumprimentei todos os seus amigos e ele passou direto com um ar de indiferença, como se fosse eu que tivesse pisado na bola com ele. Só que eu sei que não sou eu que errei e não serei eu a ir atrás de novo, pelo menos eu pretendo. Eu não me senti mal, porque fui preparada pra acontecer isso, eu já sabia que seria assim e não criei nenhuma expectativa que ele viesse falar comigo. E então a gente fica assim. Ou você fica e eu vou. Vou embora pra longe enquanto meu orgulho falar mais alto.